Arquivo de Agosto de 2006

PES!


Este vídeo é pra quem tem quase ou mais de 30 anos!

O grupo PES virou referencia mundial em stop-motion. Pra quem tiver tempo de dar uma olhadinha no site, vale a pena pra caraí! Usando técnicas clássicas de stop-motion, evitando recursos de finalização, eles fazem miséria (como diria o meu avô!). Destaque no site para o curta moth e os filmes para nike, bacardi e coinstar.

Coincidentemente algumas pessoas deram a dica do PES em momentos diferentes. São elas:
Patricia Papp
Ricardo Schrappe
Kleber Menezes

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Poesia Imagética 2

O outro filme da campanha que a Wieden + kennedy criou para a Nike

É piegas mas é cool! ha!

e a música é do johnny cash, “hurt”…

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Poesia Imagética

A poesia imagética da wieden + Kennedy…

Muitas vezes o que esta agência faz pela nike vai muito além da propaganda! (ha, polemizei!)

Filme dirigido por Joaquin Baca-Asay é um deleite visual. Áudio e imagem em harmonia maior! Simplicidade e beleza!

Credits:

Agency: Wieden & Kennedy, Amsterdam
Executive Creative Director: Al Moseley, John Norman
Creative Director: Mark Hunter, Alvaro Soto
Copywriter: Oliver Frank
Art Director: Paulo Martins
Production Company: Park Pictures - New York
Director: Joaquin Baca-Assay
Music Company: Human - New York

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Filme bomba.

dirty war - dirty war

Caros, desde O Iluminado não via um filme que realmente me desse medo.
Mesmo. Até tive pesadelo. E olhe que não vi o filme todo (nem sei o nome)
e não é do Kubrick. Estava zapeando na TVA e dei de cara com o filme na
HBO. É um filme inglês e trata de um atentado com bomba suja em Londres. Os
terroristas explodem um barril de lixo tóxico na City. É para assustar? É.
Para ter ódio ou desconfiança de árabes? Of course. É para justificar
outras invasões e retaliações futuras? Maybe. Enfim, um filme pra lá de
manipulador desses cordões que estão puxando desde 11 de setembro. A
produção do filme em si é barata mas bem-feita. Como o atentado que ele
retrata. Lembram do Césio 137 de Goiânia? Se um sucateiro ingênuo fez o
estrago que fez, imagine um terrorista em Jihad. Basta apenas o suicida em
busca do sétimo céu roubar material radioativo numa clínica de radioterapia,
amarrar a uma bomba incendiária de gasolina e detonar a bagaça. A fumaça do
incêndio contamina uma vasta área e dá-lhe pânico na multidão e cagaço no
mundo dito livre. Isso me assustou um tanto. Qual seria a resposta da
Inglaterra e seu aliadão para uma ação individual dessas? Mas o maior medão
no filme foi quando, assistindo à película, eu percebi que não havia volta. A cagada tava feita! Não tinha salvamento, bombeiro herói, OO7 parando cronômetro há 7 segundos, nada de super-homem aspirando o ar venenoso, nem mesmo Deus falando “parem com esta zorra, cambada”. O filme termina com Londres toda contaminada. Não tem volta por cima, apelo à paz, arrependimento universal. Que bosta de tempo! Será que nem zapeando numa terça à noite existe mais espaço para o bom e velho escapismo?

Johnny Pinguela.

Obs.: Depois descobri que o filme se chama Dirty War e estreou seis meses
antes do ataque a Londres. Daí a pergunta: premonição? Ou dica de atuação?

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MENINOS… EU VI!!! (Chaplin)

O filme “tempos modernos” dirigido e protagonizado por charlie chaplin é de uma importância cultural / política / cinematográfica / social, absurda.O filme foi lançado em 1936, 7 anos após a grande depressão que assolou os EUA no final da década de 20, e tem como tema principal uma critica mordaz a sociedade industrial e de consumo vigente na época. Tempos modernos é o ultimo filme mudo de chaplin, e o último em que aparece o personagem carlitos( o vagabundo).
Nesta cena do filme que separei é bacana perceber como chaplin não só era um ator, e bailarino, fenomenal como também um diretor de cena fantástico. E nessa época já muito experiente. Lá está o “vagabundo trabalhando” em uma fábrica como torneiro mecânico e deixando tudo de pernas pro ar, fazendo a gente dar risada da própria estupidez. O momento em que ele aparece sendo tragado pela máquina, está na memória emocional de qualquer pessoa que tenha tido um mínimo de contato com a obra de charlie chaplin. Obra essa que deve ser revisitada, ou visitada, o mais rápido possível por você… SEU VAGABUNDO
Abraço grande e força sempre.

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Um Olhar Diferenciado

28 barc - 28 barc
A criatividade é uma qualidade encontrada em todo Ser Humano, podendo afirmar que quanto mais complexa a condição social do indivíduo, maior sua capacidade criativa. Pequeno exemplo disso são as crianças carentes que não possuem brinquedos e, de uma latinha fazem um carrinho, de um bolo de papel amassado fazem uma bola, de alguns gravetos e algum papel constroem uma pipa. Estes são somente alguns poucos exemplos! Entretanto, o criativo é aquele que tem um olhar diferenciado, vendo o que todos vêem, mas pensando naquilo que ninguém pensou.
O criativo é alguém questionador, visionário, sonhador, inconformado, inquieto, ousado. É alguém diferente, que não se conforma com as rotinas diárias. Faz mil coisas ao mesmo tempo, pois a diversidade e a curiosidade são seus combustíveis. Não raro, é visto em algumas empresas como um revoltado ou revolucionário. Atenção!!! Está aí um grande desafio para todas as empresas. Evite tratar pessoas criativas como um problema, pois ele pode ser uma solução. Se sua empresa possui este Ser Humano tão especial, trate de envolvê-lo em atividades desafiadoras, pois certamente os resultados lhe surpreenderão. Não atrapalhe o criativo…deixe-o criar!!! Foi isso que fez de Thomas Alva Edison, Rubem Rausen e muitos outros, pessoas diferentes que se destacaram em meio à multidão. Todos temos as mesmas possibilidades! Se quisermos seguir o mesmo caminho, teremos de abrir uma trilha nova em meio à floresta. Saia da trilha feita…”perfeita”. Toda mudança é seguida de mil mudanças. Abra uma picada no meio da mata e descubra inúmeras possibilidades que antes desconhecia!!!
Haja criativamente e tenha uma excelente semana!!!

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Gauchito

giovanni - giovanni

Curitiba está mais amarga. Giovanni “Gauchito” Pereria se foi. Não para o túmulo, graças a Deus, mas para outra vida em Gramado. Perde Curitiba um personagem sem par e fica mais rica a cinematográfica Gramado.

Gauchito atuou na Cidade Sorriso por quase dez anos. Grande talento, grande coração, ótimo papo, excelente churrasqueiro. Quase uma figura de cinema italiano. Tanto que Gauchito chegou a ser estrela de propaganda da TIM feita por Marlon e Carlão. Fez sucesso nisso, foi duende, playboy, peão de obra, chato de plantão (“alguém ligou pra mim?”). Mas nem todos responderam bem. Gauchito brilhou muito para Curitiba e foi apagado. É que em Curitiba se gosta de estrela lá em Hollywood . Na roda de rollmops pega mal.

Gauchito foi insistente, seguiu em frente. Virou noites no batente, fez churrascos para amigos, até foi coelho. Juro! Numa tarde de labor pesado, estava eu curvado e sem rumo. Pedia por uma mão de colega, uma solução de chefe, enfim, coração num peito. De repente, do nada, lá veio o Gauchito fantasiado de coelho. Era época de Páscoa e a firma faria promoção burra na rua. Gauchito anteviu a oportunidade de ser humano. Sem pensar muito, se vestiu de coelho e foi alegrar os colegas. Teve gente fantasiada de talento achando que ele “colocou a bunda na janela”. Mas eu achei que ele abriu mesmo uma janela no cu que era aquele lugar.

Gauchito, por onde passou, foi assim. Além do trabalho bem feito, era alegria sem fim. Deviam ter-lhe pago adicional de palhaço, homem mola, mas lhe foram indiferentes até nisso. Agora é tarde, Gauchito e a esposa se foram para a capital do cinema dar à luz um sonho. Vão brilhar como diretores deles mesmos. Bravo! Dizem que quem não corre atrás de seus sonhos vira um legume. Gauchito se vai e aqui eu, repolho, fico acenando com um dedo a menos para contar amizade.

Ontem, em nosso último encontro, me disse que eu estava mais magro. Gentileza dele, mas magros estamos todos nós. Dizem que Curitiba é autofágica. Devora o que cria. Destino de esfomeado. A capital do chocolate e do cinema saberá apreciar e aplaudir tão doce pessoa.

Johny Pinguela. Agosto de 2006

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Nerdolândia

VERTIGO LOGO - VERTIGO LOGO
Do Omelete: “A Vertigo, divisão de quadrinhos adultos da DC Comics, disponibilizou em seu site as primeiras edições de suas séries de maior sucesso: ‘Sandman’, ‘100 Bullets’, ‘Preacher’, ‘Fables’ e ‘Y: The Last Man’. Você pode fazer o download das revistas, em formato PDF, e lê-las gratuitamente. (…)”

Do Nego Lee: É uma bela chance de ler de graça alguns clássicos dos quadrinhos adultos (e atuais). Bom para quem conhece e quer rever sem pagar. Ótimo para quem não conhece, quer ver pela primeira vez sem pagar e descobrir porque existe gente grande como nós que acha HQ uma cousa tão jóiona.

Em tempo: Particularmente, a nível de mim mesmo enquanto pessoa humana individual, eu recomendo você começar com a versão gringa da famosa obra(-prima) “Prelúdios e Noturnos”, de Neil Gaiman (também editada em português, no Brasil-sil-sil, pela Conrad). A mór de quê, ué? Aqui, ó, por exemplo.

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Darth Vader being a smartass!

E mais um vídeo para a série Darth Vader Ridículo e Necessário!

Sem dúvida este é o mais ridículo e o mais necessário de todos!

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Fotos, fotos e mais fotos!!!

Fazer trabalhos utilizando técnicas de stopmotion é coisa de quem tem problema na cabeça. Imagine trabalhar frame by frame… 24 ou 30 quadros para completar um segundo de imagem sendo feitos um a um… sim isto é coisa de gente doente! Já visitei este universo por 2 vezes. Uma no modo clássico, película 16mm, e outra com as novas tecnologias de câmera still e softwares para stopmotion. E confesso que a única maneira de voltar ao normal depois de trabalhar com estas técnicas é fazendo uma espécie de defrag mental… mas ainda não conheço ninguém que tenha obtido sucesso tentando o defrag em humanos.

Os camaradas do Walverdes junto do Diretor Claudio Veríssimo fizeram um contagiante clip com tecnicas de stopmotion e fotos… Rock de primeira com um vídeo que explora todo o punch da banda. E deixo as explicações de como se sucedeu esta história com o vocalista dos Walverdes, Mini:

“A história do clip é a seguinte… o diretor Cláudio Verissimo resolveu usar só fotos digitais em vez de filmar ou gravar. A produção foi extremamente simples… foi ele, o diretor, acho que mais um cara que fez a luz e mais dois ou três assistentes de produção pra mexer nas luzes e nos equipamentos… não teve maquiador nem nada dessas frescuras… foi tudo muito rápido. Luz acertada pela manhã, fotografamos um pedaço no fim da manhã e o resto durante a tarde depois de um churrasco. Acho que no total foram feitas mais de 8 mil fotos, das quais ele escolheu cerca de 2 mil e editou frame a frame, foto a foto pra elas ficarem no ritmo da música. Ele teve que aprender a tocar a música pra poder colocar as notas e as batidas todas no lugar e não pôde nem fazer loop porque a música não foi gravada com metrônomo.. veja o trabalhão!”

O clip esta na programação da MTV. Quem gostar pode votar no Disk ou no YaDog!

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PELO MALECÓN

Bodeguita - Bodeguita

Na Bodeguita del Medio, tomamos mojitos como Hemingway. Na saída, turva e borrada, um artista turvo e borrado expunha desenhos. Folheei. Dei de cara com o Fidel chifrudo, rabo do demo, triângulo na ponta e tudo. Perguntei brincando se não dava paredón fazer uma caricatura tão pouco elogiosa do comandante – e o artista, malicioso: No es Fidel. Rimos, eu sempre com gente da oposição, até em Cuba. Amizade feita, conhecemos o ateliê, o rum, o jantar com arroz, feijão e porco na casa da vizinha, muy amable como os cubanos são. Domingo, marcado, passeio no Malecón.

Pelo Malecón ondulado, perguntei do Pedro Juan Gutierrez. Nada, desconhecido em Havana, onde mora até hoje e não é lido. À frente, uma escultura de canoas empilhadas. O ilustrador diz ser obra de um artista local, representando a força e perseverança do povo cubano. Com ajuda do rum, aquilo mais me pareceu uma barca de exilados remando pra Miami. Nada grave, se tivesse guardado a opinião pra mim. Mas falei. O olho do cara se abrindo. Lembro do Malecón em silêncio súbito. O amigo desenhista me puxando pelo braço, no puedes hablar estas coisas em público, tá cheio de gente espionando, comitês de defesa de la revolución.

Seguimos, não mais sós. Um jovem cubano vinha atrás, atento à conversa. Meu canto de olho ali, nervoso, mudando de assunto, arrependido do comentário inconveniente que, naquele momento borracho, julguei ser uma tirada fantástica, uma pérola da incorreção política, instante ferino de causticidade, etc, etc. Agora me borrava, o cubano na cola. Adiante, um carro policial pára. Saem, nos separam, dão de dedo nos artistas enquanto não sabíamos o que fazer. Esporro terminado, a polícia seguiu, me desculpei pelo fora, os liberados falando que não era nada, não havia problema. Continuamos caminhando e, à beira do Caribe, eu descobria o gosto de não poder falar o que se quer.

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BUG!!!

Algumas pessoas não estão vizualizando os vídeos do blog em seus computadores. Neste caso limpar o cache do software de navegação deve resolver o problema. Se o BUG persistir por favor nos deixe um post para reportarmos a locaweb.

atenciosamente

corpo editorial (humm que chique!)

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Pompito no Chile!

Pra quem não sabe, Paulo Pomps, figura mítica do mercado publicitário paranaense, é nosso coordenador de produção… e muitos que o conhecem sabem do seu talento como fotografo. O garoto tem um olhar raro para o inusitado. No mês passado este vagabundo saiu de férias e foi para o chile. Sentimos sua falta pois ficamos na loucura com quatro jobs simultâneos, mas para compensar ele fez esta série de fotos de stencil art em Valparaiso! Material de primeira. Anda-lhe pompito!
Stencil Chile - Stencil Chile

Veja neste blog também:
wooster collective

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Que Mané Emo!!!

GageFriendsdead - GageFriendsdead
Freddie Gage é um pastor Baptista, apelidado de “profeta do subterrâneo”, que venceu a dependência das drogas e passou a gravar discos com sermões. O álbum All My Friends Are Dead (Todos os Meus Amigos Estão Mortos), lançado em 1971, é um disco triste, atmosférico de sonoridade desértica e estéril que evoca um mundo de dissolução e medo, movida por uma nostalgia saudosa, de introspecção desprotegida e desesperada.
A capa mostra-nos que muito antes dos Emos, bandas com eyeliner e letras “oh, ninguém gosta de mim”, já existiam bons discos para introspecções e para alimentar depressões. Freddie está agachado perante a lápide de um amigo, de maneira formal e respeitadora parece admirado com alguma coisa escrita na lápide. A verdade é que todos os amigos do senhor Freddie Gage já morreram. Todos! E isso sim é tristeza.

No livro “The Worst Covers In The World… Ever!” (As Piores Capas do Mundo… De Todos os Tempos!, em tradução livre) de 2004, o organizador Nick DiFonzo, depois de anos de pesquisas em lojas de discos, escolheu 80 capas em que considera a ilustração ou o título de gosto duvidoso. O livro apresenta algumas das piores capas de disco da história da música pop. Vale a pena conferir.
*Link para visualização das outras capas:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/175_discosrc/index.shtml

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“o medroso” ou “aquele que vive dentro das paredes”

medroso - medroso

preso em seu mundo estreito fechado seguro amendrontado mantém-se, escondido nas paredes de sua própria casa, esgueirando-se a qualquer ruído, sorvendo cada passo, cada gemido. No espaço de dentro, ou no espaço de fora - que diferença faria, afinal, agora? - de seu próprio desassossego se alimenta, em eterna aflição, insoldável lamento - o que foi isso?, e agora?, e agora? não há passado, não há lembrança, só um momento, minuto que nunca se move, estalo cujo som nunca cessa, vozes da noite e vozes das nuvens, ecoando por entre poeira, incrustrada entre rachaduras - o que foi isso?, e agora?, e agora? e a noite nunca termina, e o dia jamais se cala, e nunca, e nunca, e nunca se está vivo, e tampouco estará morto, e nunca poderá ser lembrado, e tampouco será esquecido, existe apenas no ruído, esquecido lá de fora, só existe enquanto tudo e só respira sendo nada - o que foi isso?, e agora? e agora?

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A prisão de geleca

golgt - golgt

Ando um tanto defasado com a tecnologia. Para se ter uma idéia, outro dia tentei rebobinar um DVD. Celular, então, enquanto a Erickson não lançar um aparelho cinza com disco, eu nem chego perto. Mas não pensem que parei no tempo, não. Troquei as fichas pelos cartões nos orelhões da Telepar. Afinal, tem celular mais fino, barato e bonito que é um cartão com design do Ziraldo?

Mas, apesar do Mac, da net e do airbag no carro, no geral, vivo nos tempos do New Wave. Preso nos porões do Madame Satã. Meus pés estão acorrentados ao All Star. Minhas mãos, algemadas a uma Playboy da Enoli Lara e vejo a cidade passar pela janela de um Gol GT. Sou um prisioneiro dos anos 80.

Não sei por que fui condenado a viver ininterruptamente essa década em especial. Os anos 70 foram mais doces. Os 90, mais lambuzados. Não fui especialmente rico, famoso, feliz ou pegador naqueles idos da Blitz. Mas algum juiz me condenou a essa prisão de Geleca e cores cítricas.

Então, visto as camisas do Magnum, torço pela seleção do Telê e, pasmem, até casei com a Zelda Scott! É sério! Fui agarrado como Fofolete pelo charme do clone da Andréa Beltrão. E agora todo dia recito “Amar é” para a Zelda cover. Pra completar, fizemos um Bacana pra gente. Um dia quem sabe ele vira um McGyver e me liberta deste videocassete com duas cabeças. Até lá, ouço o CD pensando em quando comprei o vinil.

Acho que para mim e para muita gente da geração das Diretas Já, os 80 são um delicioso e irretocável Sirius Jack que a gente viu no cardápio do Jack in the Box, mas não comemos até a última migalha e agora buscamos sentir seu cheiro através da grade do tempo. Acho que é como jogar Genius: um dia isso vai encher, mas até lá sigo as luzinhas neon e pulo ao som do meu “Private Idaho”, do B52‚s.

Será que daqui a uns 20 anos terei tanta saudade desses nossos anos “zeros” como tenho dos 80? Provavelmente não. Hoje em dia tem muito Bozo no poder, War se joga em todo lugar, Cazuza morreu com sua ideologia, Raul Seixas virou estampa da C&A e não vejo nenhum Jack in the Box à vista.

Jonhy Pinguela

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A cara da Corporação Fantástica!!!

Este vídeo foi caçado no youtube pelo amigo Ricardo Schrappe. Segundo ele o clip tem a cara da corporação. Assisti ao vídeo e foi difícil discordar. Principalmente pelo fato de eu ter ficado com uma puta inveja desta idéia simples e brilhante. A produção e tosquíssima mas a coreografia absurda é tão boa que faz o lado tosco do clip parecer opção estética. Sem grana mas com criatividade de sobra!

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MENINOS… EU VI!!! (Godfather)

O melhor filme de todos os tempos é godfather part 1, 2 e 3 assistidos na seqüência !
Sem dúvida o maior clássico de filmes sobre a máfia e por que não dizer, de qualquer gênero cinematográfico. Godfather part 1 foi feito em 1972, sua continuação em 1974 e o terceiro em 1990. a parte 1 e a parte 2 levaram o oscar, a parte 3 ficou só na indicação perdendo para o insosso dança com lobos.
O (os) filme adaptado do romance de mario puzo e dirigido, magistralmente, por francis ford coppola conta a saga da família corleone e mais especificamente de michael corleone (al pacino), o verdadeiro godfather do título. A parte 1 tem a participação de marlon brando como vito corleone, o patriarca da família. Nesta cena que eu separei pra vocês dom vito corleone está ensinado johnny fontaine, uma personagem baseada em frank sinatra e suas ligações com a máfia, a ser um homem de verdade. a cena tem a participação de tom hagen(robert duvall) com seu sorriso irônico e que faz as vezes de consiglieri dos corleone, e também de sonny(james caan). O mais incrível desta cena é que da pra sacar todos os trejeitos que marlon brando inventou e utilizou durante godfather part 1.
Espero que esta cena sirva como estimulo pra vocês pegarem na locadora, ou comprarem a caixa, de dvds e assistirem os 3 na seqüência. Eu prometo uma experiência fantástica.

abraço grande e força sempre.

* em alguns dias irei postar um vídeo, montado por mim, que mostra a ascensão e queda de michael corleone (the godfather) através das cenas em que ele aparece sentado.

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O LIVRE CAROÇAR

Livraria - Livraria

Sempre acho tempo pra ficar caroçando livros e discos. Caroçar, no alfabeto de criança, significava entrar numa loja, consumir os produtos e não comprar nada. Folhear um livro, ouvir um disco e, horas depois, sair inescrupulosamente de mãos abanando. Uma espécie de facção do terrorismo cultural. Começa na molecagem por falta de grana, mas não vejo mal em continuar, embora não tenha consultado os vendedores sobre o assunto. Sim, porque por mais que hoje eu tenha aprendido a passar no caixa, caroçar tem um ar diferente. Eu diria até flâneur – expressões estrangeiras dão peso a argumentos meia-boca. O importante é que cada fuçada é uma descoberta. Cito algumas.

Quadrinhos têm o formato perfeito pra se caroçar. Tempos atrás li “Vincent e Van Gogh”, do ilustrador iugoslavo Gradimir Smudja. Tiração de sarro impagável em cima do Van Gogh, este um artista medíocre que assinava quadros extraordinários – pintados secretamente por seu talentoso gato. Leia em duas horas afundado em algum pufe da livraria, termine e devolva na estante na maior cara de pau.

Contos também são ótimos pra uma boa e satisfatória caroçada. Uma de minhas vítimas recentes, “Achei que meu pai fosse deus”, histórias reais escritas por americanos comuns e compiladas pelo Paul Auster, algumas antológicas. O formato breve favorece, mas nada impede que você parta para um nível avançado de cara-dura e leia um romance. Aliás, alguns parecem escritos pra serem caroçados. Na minha opinião faz mais sentido ler “Pergunte ao Pó” assim do que comprá-lo, um capítulo por vez, em visitas diárias à livraria. E ainda por cima marcando cada interrupção com a orelha do livro. Borges, Quinos, Fonsecas, a lista vai longe, mil e uma Sherazades em cada prateleira.

Tentei por vezes achar argumentos ideológicos pra justificar a caroçada, construir aquele, digamos, arcabouço filosófico. Por que não ler de graça na Biblioteca? Ao longo do tempo, formulei hipóteses. Aos 19 anos meu lado esquerdista tosco (duas esquerdas moravam em mim, a progressista e a tosca) se comprazia em sacanear as grandes lojas, hay que ler e não dar lucro. Se fosse a Fenac, estrangeira, melhor. Depois o lado sedentário foi ganhando meu afeto: a Biblioteca é longe e livrarias estão à mão, no meio do caminho sempre tem uma. Querendo dá pra tirar até uma explicação ayurvédica. Mas talvez seja só nostalgia do caroçar de moleque.

Seja como for, não pretendo parar. Alguns poderão objetar dizendo que, no final, não estou sacaneando a livraria e, sim, o próximo dono da obra. Vamos encarar da seguinte forma: se você for o futuro proprietário, só está me emprestando o livro antes de comprar. Agradeço com toda sinceridade.

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A vida é uma empada.

Empada - Empada

Bati a mão no balcão do bar Caruso e ordenei:

ˆ Duas empadas de frango e um chop gelado!

Recebi minhas empadas, meu gelado, paguei e estava indo sentar com meu mac
lanche nacional quando pimba! Numa plaquinha bem à vista, lá estava o aviso:
“Atenção! A azeitona da nossa empada tem caroço”.

Grande aviso! Fundamental para manter as obturações no lugar. Importante
para manter a traquéia desobstruída. Imperativo para manter a freguesia
viva. “Atenção! A azeitona da nossa empada tem caroço”. Com o aviso impresso
na minha mente, aproveitei minha empadinha com caroço, mas sem medo, sem
surpresa, em segurança. A tranqüilidade era tanta, o chop tão gelado e a
tarde vazia que decolei um devaneio.

Sabem, devia ter mais avisos bons como esse por aí. A vida seria encaroçada
da mesma maneira, mas menos engasgante. Imaginem comigo: você chega no
escritório e tá lá no mural: “Atenção! Trabalhe bem, mas não melhor que o
chefe”. Você vai ao banco e tá atrás do caixa: “Atenção! Emprestamos
merrecas e cobramos milhões”. Na bundinha da estagiária inocente: “Sorria!
Você está sendo fisgado”. Na urna eletrônica: “Atenção! A vida dos eleitos
vai melhorar, a sua não”. Na bundona da patroa: “Atenção! Tá fora de forma,
mas tá paga”. No mecânico, advogado, médico ou presidente de confiança:
“Atenção! Não confie em mim!”. No teto do motel com a estagiária cheirosinha
ao lado: “Atenção! Sua mulher não usa esse perfume”. No memorando na volta
das férias: “Foi para Portugal, perdeu o local”. Na caneta de motel no
porta-luvas: “Atenção. Não deixe isso no porta-luvas”. No teste de gravidez
da estagiária insana: “E você preocupado com o caroço na azeitona!”.

Termino meu chop e tudo que restou de minha empada foi o caroço chupado no
pratinho vazio. Olho para ele e fico feliz. Desse escapei.

Ninguém avisa sobre o caroço dentro das coisas fundamentais. Ninguém! Você
vai mastigando a vida despreocupado até começar a ser mastigado por ela. E
depois não digam que não foram avisados.

Johny Pinguela

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