Arquivo de Outubro de 2006

jogue o jogo

q20 - q20

Enquanto todas as meninas da escola gostavam do Queen, eu gostava do Iron
Maiden. Quando todas as meninas dançavam na festinha, eu batia a cabeça
sozinho.

O Queen mandava: “Play the game”.. O Iron: „Run to the hills‰. Eu corria.
Não sabia das regras do amor, mas sabia o que era doer. No quarto, sozinho,
com o som no talo, batiam na porta, mas no coração ninguém entrava. Porque
quem entrou, confesso, riu de mim espinhento. Então eu amava a Donzela de
Ferro e odiava a Rainha. No Rock in Rio assisti aos dois, mas para a Rainha,
de braços cruzados, fiz que não vi.

O amor é uma coisa louca e um dia eu desci da montanha do metal. Tirei a
camiseta de rock, cortei cabelo e passei a ouvir U2. Enfim, evolui. Tudo
para dessa vez eu machucar um coração e tatuarem o número da besta na minha
testa.

Como não se pode encarar essa vida sozinho, um dia fui salvo por uma garota
de bunda grande. Os anos passaram rápidos como um solo de metal. Noivei,
casei… e agora temos um filho. Nós somos os campeões!!!

Hoje, passei pelo Sebo nas Canelas e, para minha sorte, um ingrato tinha
desovado toda a sua coleção de CDs dos anos 80. Iron Maiden, The Police,
Queen. Todos lado a lado, no cemitério de elefantes que o MP3 os condenou.
Seis reais cada. Paguei trinta e resgatei todos do Queen. Afinal, nunca é
tarde para ser salvo da barulheira que é o metal. Ou aprender a jogar o jogo
do amor.

Johny Pinguela

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Os Estados Unidos contra John Lennon

john lennon - john lennon
Na luta pelos direitos civis, com a nova esquerda e seus movimentos políticos, Nixon e o caso Watergate, o ativismo político dos afro-americanos Angela Davis e Bobby Seale, os jornalistas Carl Bernstein e Walter Cronkite, o veterano do Vietnã e ativista Ron Kovic, o historiador e novelista Gore Vidal, entre outros, sem dúvida Lennon é “O Cara” neste documentário.
É verdade que a propaganda do filme força a barra ao afirmar que Lennon “surge como jamais havia sido visto: uma pessoa de princípios, engraçado, um jovem homem extraordinariamente carismático, que se recusa a ficar calado frente às injustiças. Yoko Ono, ao contrário da imagem feita pela imprensa e pelos fãs, surge como fator agregador e importante nas decisões políticas do músico”, isso é balela.
Yoko Ono, a viúva de Lennon, afirma: “De todos os documentários já feitos sobre John Lennon, este é o que ele amaria”.

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wash away your sins

wash - wash

wash away your sins

A máxima da publicidade é pelejar pela criatividade diante do dragão da maldade intitulado CLIENTE. É comum ver em palestras ou rodas de criativos, todo mundo meter o pau no cliente pelas limitações impostas. Generalizações a parte… tem cliente por ai dando banho de criatividade em muita agência! Este é o caso, inclusive literal, da wash away your sins. O site é divertidíssimo com várias soluções de higiene para lavar seus pecados. Ousadia, criatividade e bom humor… a verdade é que sempre tem alguma empresa por aí com perfil criativo. E pra quem prefere reclamar, ao invés de achar uma brecha criativa nas limitações, talvez seja o caso de correr atrás destas contas, não são nenhuma volkswagen mas ao menos deve dar para satisfazer o ego de artista.

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velho x novo

recicle - recicle

Depois de ler aqui e aqui, resolvi escrever aqui: me intriga/incomoda/instiga isso de ser ou sentir velho. Mas esqueça aquilo de Peter Pan ou puta que pariu: não falo de tio da Sukita ou quarentão do Hi-Fi. Falo de gente nova, pessoas boas que hoje estão na flor da idade, mas vivem (?) com uma coroa frouxa com fita roxa escrita “Saudades” pendurada na pescoça.

Já versei sobre o tema porraqui e observei ainda mais por aí, na vida, onde você está (ou deveria estar) agora. Falo de nego sentindo que não possui mais idade para isso, que não há mais pique para aquilo, que não tem mais cabimento fazer, ou sequer pensar, naquele outro. Aqueles do mantra “no meu tempo que era bom” ou “eu era feliz e não sabia”.

De novo: não falo de ser gordo bobo que nem eu e achar que pode beber ou comer tudo e/ou sair para todo e qualquer mundo em pleno dia útil, jogando o relógio de pulso no lixo e esquecendo que o cartão-ponto é vivo, tanto quanto o reloginho do corpo que tem hora para dormir, cagar e reclamar quando o uso e o abuso entram em cena no segundo errado, badalando por aí em qualquer lugar.

Falo de balzacos de 30 e poucos, ou até seres de 20 e muitos - de 20 e nada eu já vi! - que morreram para a curiosidade e levaram junto, no cu, onde os vermes hão (?) de comer, a vontade do novo. Humanos semi-mortos que dão vivas ao passado, não vivem o presente e nem pensam se pode existir vida naquele timing distante chamado futuro. Zumbis que se acham completos e não precisam descobrir mais nada. Argh. Vermes. Pênis. Bílis. Fezes. Que cagada.

Não, não precisa(mos) chegar ao ponto de provar como é dar a bunda. Mas, necessitamos - como já feito nos tempos em que o pinto era mais alto que o peito e bem maior que a barriga - sempre querer botar para foder. Querer não: desejar, desespera e dependentemente, independentemente se tal termo existe na língua de/da gente.

Pôrra: sim, Balão Mágico era bom! Pôxa: sim, Magnum também! Pô: sim, U2 que era som! Maaaaas, pelamordedeuspaimãejesusvaquinhacavalovelhinha, o tempo do verbo é “era”. E faz parte de uma era, não a última, nem a definitiva e muito menos a que precisa ser a única da vida. Além do mais, Balão Mágico, Magnum e U2 eram/são um saco, caralho!

Como dizia o reclame do Shampoo Johnson & Johnson, chega de choro. Mas, principalmente, como esses dias falou o filme do Schincariol, experimenta.

Experimenta.

Experimenta.

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Dance Monkeys Dance - parte 04

E pra encerrar a série Dance Monkeys Dance… Electric Six com o mais bizarro video clip, de uma pessoa dançando de forma bizarra, de todos os tempos. Inegualável, incrível… o melhor!

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O chamado de Maria da Graça Melo

maria149 - maria149
Alguém aí conhece a Maria da Graça Melo? Morena, olhos verde-esmeralda,
lábios grossos de flor carnívora, ancas de potranca alada? Alguém conhece?
Viu? Poxa!Ninguém? Que alguém conheça, para que eu possa lhe dedicar inveja
absoluta. Eu não conheço a Maria da Graça Melo, mas tenho suas medidas e
desinibições gravadas a ferro e fogo na retina. Vou dar detalhes à frente.
Se o amigo quer viver em paz o resto de seus dias, pare aqui.

Então, vamos. Era meio da tarde e as picaretas estavam a mil na mina de sal.
De repente, Eto, um camarada de uma mina vizinha, manda um e-mail para
metade dos mineiros do Paraná. A metade sortuda, diga-se. O título do
dispositivo de destruição em massa da vontade de trabalhar era apenas “Maria
da Graça Melo”. Dentro do e-mail não havia texto, planilha, corrente de são
dinheirão, nada. Apenas fotos feitas em casa, sem produção de Playboy e
maquinagens de Photoshop. Fotos e mais fotos de Maria da Graça Melo fazendo
o que mais gosta de fazer: ser torta de gostosa. Amigos, para formar um
quadro aproximado, peguem uma gostosa que achem o bicho, coisa do tipo da
Ana Paula Gimenez, agora entortem e terão uma idéia da tortura que é a Maria
da Graça Melo.

O e-mail não era um e-mail, mas uma prova cabal da influência do capeta na
Terra. Assim que foi aberto, a busca pelo pão-nosso-de-cada-dia cessou.
Maria era o pão quente, o assunto, a ferida que coçava na alma, tormenta sem
fim. Além das curvas de Maria, a graça das fotos estava em acompanhar sua
rotina de gostosa. Maria de shortinho no quintal, Maria de fio-dental na
prainha, Maria batendo palminha, Maria abrindo as pernas, Maria levantando a
microssaia, Maria nua de minivestido, Maria de macaquinho de guerrilheira,
Maria de calça de tigrinho enfiada no inferno, Maria rindo riso de bruxa má
e por aí vai.

Cada foto mostra um quê da personalidade curvilínea e desinibida de Maria da
Graça Melo. Mas em todos os instantâneos dá para notar que Maria tem, acima
de tudo, um apetite pela decadência. Ela não tá nem aí para os valores
brancos do mundo, ela quer mais passar um batom vermelho em tudo e sair
rindo como uma cardinale de fogo. Maria da Graça Mello quer ver nego pulando
de prédio em chamas, bombeiro de joelhos, padre largando a batina, Bin Laden
abandonando a jihad… Ela quer ver boyzão vendendo o carro tunado para
comprar sapato com salto plataforma de acrílico. Maria quer ver ódio na cara
de todas a fêmeas, subserviência nos homens e desespero nos ceguinhos, que
não podem ver o tal e-mail.

Falando nisso, lembram do bug do milênio? Um vírus que iria atacar na virada
do século e acabar com a civilização como a conhecemos? Pois é, o bug deu
chabu, mas Maria da Graça Melo, não. Ela parou todas as minas de sal do
Paraná. Migrou para o Orkut, onde tem 666 comunidades, ganhou milhões de
adoradores e agora está aqui, diante de seus olhos, na forma deste texto.
Maria da Graça Melo é como aquela menina do filme “O Chamado”, só que tarada
e gostosa. Quem vê suas fotos ou lê sobre suas intenções nefastas fica
aprisionado e tem que passar pra frente o nome de Maria da Graça Melo em
sete dias. Senão…
Não falei para você parar de ler lá em cima?

Johny Pinguela – johnnypinguela.zip.net

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PATTI SMITH FEZ O ÚLTIMO SHOW DO LENDÁRIO CLUBE CBGB’S

patti smith - patti smith
A roqueira Patti Smith foi a principal atração do último dia da festa de fechamento do lendário clube nova-iorquino CBGB´s, que aconteceu no dia 15 de outubro. O local estava na ativa desde 1973 e foi palco de grandes bandas, como Ramones, The Clash, Guns´n´Roses, MC5, New York Dolls, entre outros.
O clube foi fechado devido ao alto valor do aluguel e deve passar a funcionar em Las Vegas em 2008. O fundador da casa, Hilly Kristal, disse que vai levar com ele “tudo o que fez a casa ser o CBGB, até a privada que Joey Ramone usou.”
Kristal fundou o CBGB há 33 anos porque o aluguel era barato. Ele queria um lugar para música country, blues e “bluegrass”, mas, naquela Nova York do começo da década de 1970, o punk logo dominou o lugar, lançando nomes como Television e Patti Smith. O Bowery costumava ser conhecido por seus cortiços e bêbados, ou “Bowery bums”, vagabundos do Bowery, um termo imortalizado na canção “Better Off Without a Wife”, de Tom Waits. Hoje em dia, porém, a rua Bowery está repleta de caríssimos prédios de apartamentos, feitos em vidro e aço, deixando muitos moradores com saudades do tempo em que o CBGB simbolizava a agitação do lugar. Segundo ele, a mudança do bairro aconteceu “muito gradualmente, mas abruptamente nos últimos dois anos”. Várias pequenas lojas e restaurantes também fecharam. Para alguns, o fechamento do CBGB é o resultado das mudanças naturais do movimento artístico do bairro, que fez alguns artistas e estabelecimentos, passarem de Manhattan para o Brooklyn.

Patti Smith se apresenta pela primeira vez no Brasil no Tim Festival deste ano, ela faz show dia 28 de outubro no Rio de Janeiro e dia 31 em Curitiba, na Pedreira Paulo Leminski.
Além de Patti Smith, o festival traz a Curitiba: Nação Zumbi, DJ Shadow, Yeah Yeah Yeahs e Beastie Boys.
Para saber mais sobre suas apresentações no país, acesse o link.

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Dance Monkeys Dance - parte 03

Cristopher Walken é estranho. Cristopher walken dançando é mais estranho ainda. Este clip sensacional do Fatboy Slim com direção de Spike Jonze dispensa comentários… Dance Monkey!

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Dance Monkeys Dance - parte 02

Grande clip! The Presets - Are You The One? Este clip possui vários grandes momentos de dança bizarra. Por ordem de aparição:

- Vejam como dança o baterista do The Presets, em segundo plano, logo atrás do vocalista, com a sutileza de um babuíno no cio.
- Vocalista gesticula como se tivesse garras.
- Palmas!
- Diálogo de um casal entre diversas pessoas dançando (não é propriamente uma dança mas é bom pra caralho)
- luvas brancas e máscaras.

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Dance Monkeys Dance - parte 01

Depois de delirar com a coreografia pra la de bizarra do OK GO! Resolvi postar todos os videos de gente estranha dançando uma dança estranha em video-clips (pra ter algum critério) que eu encontrei no youtube. Este clip do Cut copy conta com um bailarino profissional… o homem é uma figura que só vendo, em termos de desconstrução deixa o mestre merce cunningham no chinelo.

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Heróis mortos

three the dale earnhardt st - three the dale earnhardt st
craig warwick ayrton senna  - craig warwick ayrton senna
Num domingo de chuva e frio, a televisão vira a fogueira. Por falta de
opção, sou apresentado à lenda da Nascar, Dale Earnhardt. Conhece? Deve. Tem
que. Dale ganhou sete copas Winstons (????) e num domingo de sol morreu. Um
herói morto. Um herói vivo no meu domingo vazio..

O filme conta a vida de Dale da infância pobre até virar lenda. Passa por
suas dificuldades de caipira pobre, suas superações de novato e a
determinação de americano para a vitória. Em quase duas horas, Dale vai
vencendo corridas e desafios (sempre com a bandeira americana ao fundo).
Encontra a mulher de sua vida na terceira esposa. Cria filhos com
austeridade e correção. Diz para o filho que ter educação é melhor que ter
um carro rápido (não para presidentes).

Já na pista, Dale é corajoso, rápido e desleal. Um verdadeiro Dick Vigarista
com bigodinho e tudo. Mas vale para a supremacia no oval. Dale parece ter o
direito de tirar os concorrentes para fora da pista, pois nasceu para correr
e vencer. Tal qual todo americano de coração e coragem, certo?

Na pista oval burra e boba, Dale é o exemplo a ser perseguido. E fora dela
também. Vemos Dale deixar de ser um caçador anos 70 e virar protetor dos
animais nos anos 90. Rico, aceita o filho bastardo que não fez questão de
criar. Fica mais paizão e menos patrão, até que, enfim, num domingão, diante
de milhares de fãs, Dale morre num acidente espetacular.

O filme acaba e, enquanto os créditos sobem, penso em outro herói morto num
domingo. Um sujeito quietão, que carregou a bandeira verde e amarela nos
tempos de Collor e de futebol ruim. Por que não fazem um filme sobre ele?
Uma nação se faz com exemplos e ele seria o maior de todos nas pistas. Dale
“o intimidador” Earnhardt na Fórmula 1 seria um retardatário pra lá de
intimidado. Em uma pista molhada, desaceleraria. Acostumado às curvas para o
mesmo lado do oval, Dale atropelaria postes em Mônaco. Mas isso é imaginação
minha.. Dale Earnhardt tem seu filme de herói morto. Virou modelo de
virtude, iluminado, farol para as novas gerações.

Meu domingo frio segue. O mesmo filme do Earnhardt é reprisado duas horas
depois, no canal reserva. Certamente irá passar muitas vezes mais em outros
horários e canais. Mesmo daqui a uma década ou duas, talvez passe num
domingo frio e algum garoto encantado com o talento e coragem do piloto
vestido com listras e estrelas irá falar:

- Pai, esse Dale Earnhardt era um piloto sem igual, né?

- Nada! Perto do Airton Senna ele comeria poeira.

- Airton, who?

Johnny Pinguela. johnnypiguela.zip.net

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Mass effect

Estariam os games a caminho de se tornar o cinema interativo? Assistir ao trailer de mass effect deixa a dúvida.

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Desciclopédia

Emo hitler - Emo hitler
Segundo a Desciclopédia Hitler é o pai dos EMOS.

Para entender o que é a Desciclopédia primeiro você tem que saber o que é a Wikipédia. Bom, se você nunca cruzou com uma pagina da Wikipédia em suas buscas no google, provavelmente você não é deste planeta… então vamos ao ponto… Wikipédia é uma a enciclopédia livre. Wiki é uma colecção de muitas páginas interligadas e cada uma delas pode ser visitada e editada por qualquer pessoa.

A Desciclopédia é a Wikepedia da sacanagem. Toda a sorte de absurdos mundanos, definições politicamente incorretas e peraltices se encontram na Desciclopédia. Só pra dar um gostinho aqui, umas das definições mais genias do site é para o termo EMO. Para os desavisados, EMO é a coisa atual mais próxima do fenômeno dark/gótico dos anos 80, só que bem menos interessante e inteligente (não tem nada parecido com o Robert Smith, nem com o Bauhaus e eu estou virando um velho rabugento). Mas vamos ao que interessa a deliciosa definição da Desciclopédia para EMO:

“Emo é a sigla de “Emotional Hardcore”. Ou sigla de Eu Masturbo Outros, ou ainda de Eu Melo Ovo. Emo também é Ome ao contrário. Logo, emo é o contrário de ome. Assim, o emo é o baitolo por postulação. Se você é emo, é viadinho, mas se você for viadinho não precisa ser emo necessariamente.

Bom, não interessa, porque, segundo as definições de algumas pessoas, “tudo é emo, contudo nada é emo.”

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No outro mundo, sou Ira Beat.

Picture 4 - Picture 4

Estava eu numa festa quando ouvi alugém comentar, perto de mim, que
já tinha gente largando o emprego para viver no Second Life. Entrei na
conversa. E descobri que existe um mundo paralelo on line, onde é possível
trabalhar, ganhar dinheiro, alugar terreno, fazer sexo, comprar pênis na
vending machine, enfim, fazer tudo que a gente faz aqui, e mais um pouco.

Ao chegar em casa, entrei no secondlife.com. Escolhi meu novo nome,
Ira Beat (o site sugere outros sobrenomes com referência literária, como
Ginsberg e Keruac), montei minha aparência, que lá eles chamam de avatar, e
fui passear no novo mundo.

O Second Life tem sua hora local, moeda local, os Linden Dollars,
população de aproximadamente 800 mil pessoas, cerca de 10 mil on line ao
mesmo tempo, e uma geografia parecida com a nossa. A Adidas e a American
Apparel já abriram lojas lá dentro. A Leo Burnett montou um escritório.
Hoje o Bluebus divulgou que a BBH acaba de abrir uma agência lá também.
IBM, BBC Radio e MTV já estão por lá. Nas últimas 24 horas o segundo
mundinho movimentou 350 mil Linden Dollars (os Lindens podem ser adquiridos
com dinheiro de verdade, através do cartão de crédito).

É um mundo parecido com o nosso, onde as grandes marcas já dominam,
onde para viver é preciso ter dinheiro, mas onde ainda, ao menos, pode-se
voar, ter pele cor-de-rosa, viver no corpo do sexo oposto e, quando tudo
isso encher o saco, desligar o computador e esquecer da vida. Eu recomendo.

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