Arquivo de Dezembro de 2006

Os melhores video-clips de todos os tempos da história da humanidade

Meu último post do ano, e de muito tempo, pois finalmente saio de férias e férias decentes. 1 mês.

Natal, sempre me lembra retrospectivas e retrospectivas sempre me lembram listas… por isso coloco aqui uma lista dos 3 melhores vídeo-clips de todos os tempos da história da humanidade.

1º lugar
Twisted Sister We’re not gonna take it

Simplesmente genial. Está em primeiro lugar pelos simples fato de que poderia ser eleito o melhor ou pior clip de todos os tempos, provando que existe uma linha muito tênue entre estas duas coisas.

2º lugar

Yo la Tengo - SugarCube

Por ser uma banda fora do mainstream o Yo La Tengo nunca teve dinheiro para produzir seus vídeos… mas mesmo assim sempre fizeram clips inspiradíssimos… Sugarcube é tosco, esteticamente limitado, mal dirigido e ainda assim consegue ser incrível!!!

3º lugar

Foo Fighters - Everlong

Uma obra-prima do diretor michel gondry e seu mundo bizarro. Evil dead, massacre da serra elétrica, sid vicious e por ai vai!

Obs: Escolhi os vídeos seguindo critérios muito pessoais e me observando chego a conclusão de que adoro uma tosquice!

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A Flautista

esp natal - esp natal
Por Johny Pinguela, nosso colunista furou o cerco dos convidados para o especial de natal e escreveu o texto assim mesmo… Piguela é Pinguela!
INSTRUM.FLAUTA - INSTRUM.FLAUTA

Luciane tinha um talento e uma pretensão. Achava-se algo especial. Nascida para o sucesso, para o reconhecimento e para a fama, longe do bairro da Fazendinha. Luciane não gostava do seu destino, assim como odiava o nome de seu bairro. Fazendinha remetia à coisa pequena. A horizonte encoberto pelo mato alto, a trato de animais e dores nas costas. Luciane não era disso. Luciane nascera para a flauta. Desde menina, Luciane sabia que seria flautista. Seu primeiro instrumento foi uma flauta de plástico comprada por R$ 3,50 numa desses mercadinhos bairro. Era de brinquedo, mas Luciane sempre encarou como profissional.Todo dia, após a escola, seus dedos pequeninos tateavam acordes nos furinhos mal-acabados. Nada demovia a menina do instrumento. Parentes vinham com bonecas, panelinhas, fuc-fuc da Xuxa e nada. Até mesmo uma guitarra fora jogada de lado e depois trocada por outra flauta, agora de madeira.

Luciane cresceu junto com seu sonho. Da escola da Fazendinha para o conservatório no Centro, da flauta doce para a transversal, a flautista Luciane floresceu. Mas o sonhou ganhou espinhos.

O caminho natural para flautistas de nota em Curitiba era o Teatro Guaíra. Casa da Orquestra Filarmônica e da Sinfônica. Cada uma com duas flautas, perfazendo quatro chances de Luciane lograr seu intento. Luciane, animada, dizia: “Quatro vagas!”.

E dizem que levar a vida na flauta é fácil. E assim Luciane foi à luta lembrando da frase de Goethe: “Quando se quer muito uma coisa, o mundo inteiro conspira a seu favor”. E ninguém queria mais ser mestre na flauta que a aluna Luciane. Estudo e empenho eram seus dias, flauta sua conversa, flauta sua televisão, flauta seu pão. Às vezes esquecia de comer, de viver e até de que era bonita. Fez cursos, oficinas, faculdade, mas o máximo que conseguiu foram elogios sérios, promessas vagas e tocar em casamentos junto com dois amigos talentosos e duros. Com o tempo, Luciane percebeu que para ser uma flautista era preciso algo mais que diploma, talento e trabalho. Era preciso ter sobrenome. Não de músico tarimbado, mas sim igual ao das ruas importantes, dos edifícios de vidro, das escolas da perifeira, das secretarias de Estado e, claro, que cheirasse a dinheiro. Luciane de Lima da Fazendinha não tinha esse trampolim para alcançar as estrelas. Não teve chance de se especializar em Berlim nem estagiar na Grécia e muito menos ser flautista de renome em Curitiba. Um dia, após ser preterida mais uma vez, Luciane saiu do Teatro Guaíra e andou a esmo até se refugiar da cidade no bucólico Passeio Público. Era quase Natal e verão acabava de chegar. Um dia tão belo que Luciane resolveu, sem saber por que, tocar. Primeiro uma peça densa. Depois uma melodia leve como o nadar das aves do lago. Por fim, cantigas de natal. Sem dar-se conta, a música de Luciane percorreu a ilha verde. Duas prostitutas pararam de flertar o aluguel, um aposentado parou de não fazer nada e um desempregado tirou os olhos do sapato cansado. Por alguns instantes, ficaram todos ali ouvindo a linda flautista trazer o Natal para o passeio público da vida. Ao fim da música, Luciana, surpressa, ouviu aplausos.

Depois, uma mulher com pneuzinhos saltando pela calça de cachorra surrada e olhos vivos perguntou:

- A moça é artista?

Luciana, meio que sem jeito, acenou que sim e a mulher de olhos vivos emendou:

- Ê, vida boa… artista…

Johny Pinguela. Natal de 2006
johnnypinguela.zip.net

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Papai Noel e o Diabo

Santo youtube… trazendo a tona estas pequenas delícias visuais até então esquecidas. Este é um filme de 1959 chamado Santa Claus and The Devil, onde o Diabo tenta atrapalhar o natal. Trash, mas tão trash que faria o Ed Wood se orgulhar…. Destaque para a narração em off… tipo os desenhos do pateta!

obs: Pra quem tiver saco, o filme esta completo no youtube. mas fragmentado em várias partes.

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Simone já deu

esp natal - esp natal

Por Alexandre Catarino, redator da Master Comunicação, convidado do especial de natal “Santa Claus Goes to Hell”

simone - simone

Então é Natal. E o que você fez? Ouviu a versão pentelha dessa música cantada pela Simone. No rádio, na TV, em lojas, restaurantes, shoppings. Até em programas de culinária, servindo de fundo para uma receita de salpicão. Um prato que a Simone nem deve gostar.

Simone foi esperta. Reparou que faltava música de Natal cantada em português, e aí teve a “feliz” idéia de lançar um CD só com musiquinhas oportunistas. Não deu outra: as velhas e simpáticas versões de “Jingle Bells” deram lugar à versão sacal de “Merry Christmas (War is Over)”. Nada contra a Simone. Mas convenhamos: ela só ganha do John Lennon no basquete.

Até a letra já está velha. Simone, se você estiver lendo isto (e com certeza está), faça pelo menos o favor de atualizar as tragédias que você menciona ao final do calvário. Hiroshima e Nagazaki podem se aposentar, dando lugar a tsunamis, 11 de setembro, Iraque, PCC. Opções de desastres não faltam. Mas faça alguma coisa.

Ou melhor: não faça nada, Simone. Deixa que a gente faz. Vamos queimar os CDs, deletar os mp3, destruir essa música aonde ela estiver. Temos que parar de ouvir essa porra! Existem maneiras mais saudáveis de nos torturar por todas as merdas que fizemos no ano.

Que nossos ouvidos tenham um feliz Natal. Com pássaros, cigarras, liquidificadores e até britadeiras. Mas sem Simone.

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Satan Claus

Não fomos os únicos a mandar o papai noel pro inferno! Na verdade os caras que fizeram este vídeo foram muuuuiiiiiiiito mais longe!

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7 motivos para eu odiar o Natal.

esp natal - esp natal

Por Beto Rogoski, redator da JWT, convidado do especial de natal “Santa Claus goes to hell”.

lencos - lencos

1.
Meu parto estava marcado para o dia 10 de janeiro. Mas contrações estavam fortes na manhã do dia 24. Por precaução, meu pai levou minha mãe ao hospital. Foi o primeiro Natal que eu arruinei.

2.
O verdadeiro Papai Noel era do HM. O Papai Noel da Mesbla e da Muricy eram claramente falsos. O da Mesbla tinha barba falsa. E o da Muricy era o Queirolo, pelo que sei. O Papai Noel da HM deixava o trenó na cobertura do estacionamento Bom Jesus, na Ébano Pereira.
Infelizmente, a HM quebrou. O Papai Noel, na pior, teve que vender o trenó. E como a linha de ônibus Pólo Norte-Centro continua só na promessa, o verdadeiro Papai Noel nunca mais veio para Curitiba.
E isso já faz tempo. Sei lá, uns 20 anos.

3.
Quando eu cheguei, minha tia-avó foi buscar o meu embrulho. O presente do papel verde já estava na mão dela, quando minha avó avisou que era meu aniversário. Ela largou o presente e foi ao quarto dela. Ela voltou com um outro embrulho e disse que, como era Natal e aniversário, eu ia ganhar um presente que valia por três. Uma caixa com três lenços Presidente. Minha prima ficou com o meu pega-peixe.

4.
A Karina Bachi é a maior prova de que o Papai Noel não existe. Tenho certeza que milhões de homens a peçam de Natal todo ano. E nada. É por isso que mais ninguém acredita nesta história ridícula de Papai Noel. Talvez só o baixinho da Kaiser.

5. Deu na Gazeta do Povo que um Papai Noel com barba verdadeira ganha até R$ 8.000 por 50 dias de trabalho. R$ 8.000 reais para escutar centenas de pedidos de crianças e não realizar nenhum. R$ 8.000 ficar sentado sem fazer nada, além de acenar e tirar fotos. Ou seja, praticamente um político.

6.
Meu aniversário de 8 anos, assim como o Natal, eu passei na casa da minha vó em Itararé. E não sei por que reclamei que eu nunca tinha festa de aniversário. Minha vó se sensibilizou e resolveu fazer a festa para mim. E como ela achou que ia ser muito sem graça festa sem criança, chamou um monte de criança da rua.
Na hora marcada, começou a chegar um monte de criança que eu não nunca tinha visto. E um me chamou atenção por causa do band-aid na testa. Ele me contou depois que era um berne que o pai dele tinha tirado. Ele cantou parabéns com um entusiasmo que eu nunca vi antes. Puro interesse. O bolo de chocolate da minha Vó é uma delícia.

7.
Quando o espírito de paz entre os homens de boa vontade já tenha passado e a poeira do trenó do Papai Noel já tenha baixado, gostaria que todo mundo fosse para o diabo que os carregue. Mas por enquanto, deixo meu feliz Natal.

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2 pés esquerdos

cia de dança revolucionária…

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Existe uma coisa meio diabólica ao redor do Papai Noel.

esp natal - esp natal

Por Rodolfo Amaral, diretor de criação da ByVivas, convidado do especial de Natal “Santa Claus goes to hell”.

Evil Santa by Kruger - Evil Santa by Kruger

Primeiro: por que ele insite em usar vermelho em todas as ocasiões? Oras, vermelho é a cor do coisa-ruim, do mão-pelada, do tinhoso. Por que ele não usa um branquinho básico de babadinhos como o Gabriel? Segundo: é lógico que ele escraviza aqueles duendes, ou aqueles anões, ou aqueles duendes-anões, sei lá. Fico pensando se eles recebem algum pagamento, se contribuem para o INPS ou se ainda têm direito a 13º e férias, já que trabalham apenas um mês e são presos em um calabouço nos outros 11. E o que falar da Mamãe Noel? Uma mulher que observa com uma passividade assustadora o bom velhinho entrando e saindo de casas durante a noite, correndo o risco de ser supreendido por outras mulheres vestidas de baby-dolls e pijaminhas curtinhos. E aquela barba branca? Aposto que o pescoço do Papai Noel é cheio de cicatrizes, conseqüência de violentas brigas em bares regadas a muita vodca polo-nortista. E esse slogan que diz: “Papai Noel. Ele não esquece de ninguém”? Uma evidente tática populista de fazer inveja a muito político por aí. Sua próxima artimanha será distribuir Presentes-Família para a população carente desejando a perpetuação no poder. E de onde vem o dinheiro? Será que debaixo daquela barriga rotunda ele carrega dólares em sua cueca samba-canção-de-natal? Ou será que existe um esquema sanguessuga que envolve enormes compras de trenós irregulares com o dinheiro público?

Escrevendo isso, começo a me assustar no morseiro, quer dizer, vespeiro que estou mexendo. Tenho certeza que sofrerei represálias. Chegarei hoje em casa e encontrarei uma cabeça de veado em minha cama, Rudolf logicamente, como no filme Poderoso Chefão. Ou ainda, na encruzilhada da minha rua, verei um peru preto rodeado de farofa, fios de ovos e velas vermelhas, ao lado de uma Cidra Sereser pela metade.

Bom, no mínimo, eu não vou ganhar presente.

Um Feliz Natal para todos.

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Cu Ritiba Tu Rística

Cu Ritiba Tu Rística

Que mané Veja Curitiba: com vocês, o meu roteiro de onde comer bem na cidade-sorriso. São várias dicas pra você descobrir lugares novos e coisas mil pra fazer na capital modelo e atriz do Brasil. Mas não é dica bunda não: é só sujeirada, coisa esquisita. Não precisa agradecer.

(N.R.: Este post é uma compilação de dicas publicadas no meu outro blog desde 2003 e finalmente atualizadas neste final de 2006. É velho e desatualizado, obviamente, porque eu dou as caras por lá tanto quanto faço aqui.)
xmontanha - xmontanha

Lanchonete Montesquieu

Um dos mais famosos e desconhecidos lanches da cidade está aqui. Famoso porque todo curitibano que não se preza conhece o principal prato da casa, mimosamente chamado de X-Montanha. Desconhecido porque se depender do nome francês do lugar, ninguém vai saber que estamos falando do estabelecimento pilotado pelos japoneses Álvaro e Seu Zé. Pois é justamente desta salada que nasceu o já citado sanduíche, singelamente preparado com pão, alface, tomate, bolinho de carne e um risólis inteiro (e preferencialmente acompanhado por uma gasosa de framboesa). Resumindo: diliça. Uma verdadeira unanimidade na vizinhança - formada quase que exclusivamente pelos nerds e nerdas do (ex-)CEFET-PR - e em todos os cantos sujos da cidade por onde circulam gentes como eu.

Sêlviço: Lanchonete Montesquieu - Av. Silva Jardim, em frente a UTFPR, Centro, Curitiba, PR.

+

Lanches Itália

Imagine uma lanchonete com o sabor e a alegria do país da bota, bem no centro de Curita. Não é aqui. A tal Itália em questã tem boa pizza sim, deliciosa aliás, com massa grossa e somente um sabor (muzzarella), mas uma grossura incomum também no atendimento - o que dá um baita charme ao local. A matrona que fica no caixa nunca deve ter dado um sorriso na vida, assim como a anã que serve as fatias nunca deve ter emitido um som. Mas azar. O tal do rango compensa tudo, ainda mais se sorvido juntamente com um copo de vitamina roxa (!) - combinação perfeita para forrar panças vazias e amenizar ressacas e laricas. O slogan da Lanches Itália, com os seus 32 anos de tradição, é “A pizza com gostinho de infância”, o que talvez explique o fato de eu já ter visto padres comendo por lá em mais de uma vez que estive no pedaço. Exprimentim.

Sêlviço: Lanches Itália - R. Cândido Lopes, 229, Centro, Curitiba, PR.

+

Bar Do Ligeirinho

Imagine um bar das antigas, mas sem aquelas viadagens de nostalgia, saudosismo etc e tal. Este é o Ligeirinho. Botecão típico, com mesas bambas e proprietário de chinelo andando pra lá e pra cá. Aliás, o apelido do dono é que batiza o lugar, sei lá porquê, já que o cara é manco e o serviço idem. Mas, pra compensar todas as falhas estruturais e atendimentais, ele serve baitas batidas (prove a de maracujá, que leva um tiquinho de fruta e um ticão de pinga) e rangos como rã, testículo de boi e lambari. Evite as mesas da calçada, a não ser que você goste de ser abordado por aquele piá chato que usa gravata e vende amendoim. Ou não evite não, pois o bar fica na boca do lixo e a vizinhança vive dando as caras por lá.

Sêlviço: Bar do Ligeirinho - Al. Dr. Carlos de Carvalho, 120, Centro, Curitiba, PR.

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Bar Mignon

O lugar se intitula a “1ª Casa Especializada em Sanduíches no Paraná”. E deve ser mesmo, pois desde 1925 serve cachorro-quente e também se diz pioneiro do pernil com verde. Pois o tal do cachorro-quente, feito com vina* de verdade e não aquelas salsichas de mercado, deve ser bão, já que sempre tem um monte de velho gordo se lambuzando com um no balcão. Eu, por minha vez, sempre mato algo chamado Meia Salada. Trata-se de uma iguaria light composta de bife, farofa e maionese de batata, sem um pingo de salada. Isso mesmo. Nem meia salada pra justificar o nome do prato. Experimente. E quando for lá, diga que seguiu a dica do Nego Lee. Não vai adiantar nada, pois o dono não faz idéia de quem eu sou.

Sêlviço: Bar Mignon - R. XV de Novembro, 42, Centro, Curitiba, PR.

+

Pastelaria Ton Jão

Se você gosta de um pastel sequinho, com massa crocante e recheio fresquinho, esqueça. Aqui a carne moída é molhadona e o quitute tem um puta gosto de óleo. Mas é bom demais, tanto que eu vou lá desde criança e ainda não morri. O segredo deve estar no azeite escuro e assustador - provavelmente o mesmo que a família do cara trouxe da China no início do século. A Ton Jão fica na frente do tradicional Cine São João - sessões duplas escorridas a partir das 14h - e é bastante freqüentada pelos cinéfilos da região. Quando for lá, dê preferência aos bancos do fundo do balcão, pois além da vista de um quiosque de bijuterias vizinho à pastelaria (sempre sapecado de suburbanas gostosinhas), a chance de ninguém te ver é maior.

Sêlviço: Pastelaria Ton Jão - R. Des. Westphalen, 156 (acho), Centro, Curitiba, PR.

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making off!!!!

Um grupo de estudantes de propaganda da Tuiuti fez como trabalho de conclusão de curso o making off da campanha “comportamento” dirigida pela dupla. O resultado ficou excelente apesar de percebermos o quanto estamos gordos nos olhando no vídeo.

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Combustão espontânea - 01

Filme fruto do CPBONDCF (Centro de pesquisas bizarras ou não da corporação fantástica). Desde o começo do ano estávamos pesquisando a técnica de “rodar” com uma câmera still. A técnica é muito similar ao stop-motion. Depois de muitas experiências bizarras ou não, explorando o motor drive de uma câmera still, chegamos a série de filmes “combustão espontânea”.

Estrelado pelo nosso colunista Farinha, o filme conta com as participações de Paulo Pomps e Dea Meisner.

Direção: Corporação Fantástica
Fotografia: Russo Loyola e Rafael Dabul
Roteiro: Carlão Busato
Edição: Fernando Rojas
FX: Ivan Schade
Coordenação de Produção: Paulo Pomps
Produção: Dani Garcia
Casting: Cris Thainy
Áudio: JAMUTE

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Santa Claus goes to hell!!!!

santa - santa

Vem chegando o Natal. Crianças chorando com medo do papai noel, aquele tio alcoólatra abaixando as calças na hora de cortar o peru, os apavorantes especiais de natal da rede globo e por ai vai…

Em homenagem a esta data tão especial, o blog.corporacafantastica.com fará uma semana especial de artigos intitulada SANTA CLAUS GOES TO HELL!!!! Todos os textos serão escritos por ilustres e famigerados convidados. Como o nome sugere, o tema dos artigos irá girar entre desilusões, tristezas, traumas, momentos etílicos, sacanagem, sarcasmo e toda a sorte de confusões que podem ter acontecido na noite de natal. Aguardem momentos de mais puro terror natalino.

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Black Belt Jones

jones 500 6 - jones 500 6
O filme que mais gostei de ver na vida não passa mais. Não passa em
cinemateca, em salas especiais, nem se encontra em seções clássicas de
locadora. Sabem, o filme que mais gostei de ver na vida não é um clássico.
Não tem estrelas. Não tem lições maiores. O filme que mais gostei de ver não
tem nada de mais. Mas para mim ele sempre será um Cidadão Kane da filmoteca
memorial. Seu nome? Jones, o Faixa Preta. Aahhh!!!!! Isso sim é nome de
filme, como Deus e o Diabo na Terra do Sol.
Assisti Jones, o Faixa Preta no final dos anos 70. O auge dos filmes de
blaxploitation (http://www.blaxploitation.com/), com atores negros correndo
atrás do bandido, porrando o tira corrupto e pegando a mocinha loira no
final. O Jones do título era interpretado por Jim Kelly, campeão de caratê.
Cara, como o Jones era cool dando chutes com seu cabelo black power e
sapatão bico largo. No filme, ele é um agente secreto que mora na praia de
Malibu e defende o mundo dos espiões internacionais com murros e pontapés.
Mas, entre uma missão e um baile funk, Jones é chamado por seu mestre, que é
um clone do James Brown. A missão? A academia onde Jones aprendeu todos o
segredos e gritos do caratê corre o risco de ser derrubada. A máfia italiana
quer construir um Centro Cívico no lugar (uma piada que só entendi agora). E
lá vai Jones defender a academia do bairro da invasão mafiosa. Com uma
trilha super funk, rolam altos quebra-paus em um salão de snooker, na praia,
na rua e numa estação de trem. Jones, com seu sapatão e calça boca-de-sino,
vai porrando todo mundo. Tudo é meio tosco, pobre, simplista, o bem contra o
mal, mas tão legal! Ninguém usa armas, os negros batem nos brancos mafiosos
e saem rindo. Tem funk, música, humor, Dojões, garotas de biquíni e porrada
impoliticamente correta.
Vendo Jones, resolvi estudar caratê. A garotada da rua queria ser John
Travolta, Zico ou Bruce Lee. Mas eu queria ser o Jones. Vendo Jones, entrei
no caratê e por um tempo fiz um retrato mais orgulhoso de mim mesmo. Porém,
não tão perseverante como o Jones, desisti logo.
A penúltima vez que vi Jones foi há quase trinta anos. Li no jornal que o
filme seria reprisado às 4 da madrugada. Coloquei o despertador para 3h55 e
fui encontrar meu ídolo. Talvez pela hora, Jones desceu o pau com mais
estilo e o filme acabou junto com o nascer do sol.
Ontem revi meu ídolo. Reencontrei Jones nesse milagre para a memória que é o
Youtube. Enquanto baixava a
abertura do filme, fiquei com medo de que ele não fosse legal como o retrato
preservado no meu tube. Sabem, o bom senso besta da meia-idade que derruba
tudo. Ou quase. De repente, ouvi um funkão e lá veio o Jones me carregar de
volta para os anos 70, para o caratê e para o guri feliz dentro de mim.

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10.000

10.000 bilen - 10.000 bilen
o blog da corporação fantástica atingiu a marca de 10.000 acessos em 6 meses de vida.
desse jeito vamos começar a colocar banners de patrocínio e fazer uma graninha…
obrigado a todos os colaboradores e leitores deste blog que fizeram deste espaço virtual um lugarzinho divertido e informativo.

abraço grande e força sempre.

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