Arquivo de Fevereiro de 2007

VEREDAS: GUARARAVACÃ DO GUAICUÍ

veredas - Picture 1

Guararavacã do Guaicuí, do nunca mais. Páginas onde se encruzilharam Riobaldo, Diadorim e eu. Entre chapadões, rios, jagunçagem e o movente das coisas, é local crucial no Grande Sertão, esse sem-fim, meu big bang particular. Lá aconteceram coisas.

Em Guararavacã do Guaicuí, onde a literatura incandesce, Riobaldo assume que ama Diadorim. Assume? Nonada. É Guimarães Rosa, pois que o certo não convive sem o duvidoso, enquanto se vive a certeza se move, serpenteante. Que o amor descoberto é malbendito. “O nome de Diadorim, que eu tinha falado, permaneceu em mim. Me abracei com ele”. Isso é possuir o impossível, o senhor veja.

Guararavacã do Guaicuí, vereda de poesia e romance, é Riobaldo ele mesmo, proseando de memória, descronológico e desreal. Ponto de ruptura, é onde sabemos de Joca Ramiro morrido emboscado, daí que Diadorim uiva de dor, sela seu destino e de Riobaldo, que vai fechar pacto com o Danado, o Cão, o Que-Não-Ri, o Cujo.

Guararavacã do Guaicuí, correnteza sem volta em Riobaldo, Diadorim e em mim. “Travessia de minha vida”. Aqui Riobaldo descobre e perde Diadorim. O amor revelado, o trágico antecipado. O comandado vira senhor e o temente, pactário do Côxo. E onde eu, miúdo e incrédulo, descobri assombrado que escrever não é pra qualquer um. Travessia, concordaria compadre Quelemém.

“O calor do dia abrandava. Naqueles olhos e tanto de Diadorim, o verde mudava sempre, como a água de todos os rios em seus lugares ensombrados. Aquele verde, arenoso, mas tão moço, tinha muita velhice, muita velhice, querendo me contar coisas que a idéia da gente não dá para se entender - e acho que é por isso que a gente morre. De Diadorim ter vindo, e ficar esbarrado ali, esperando meu acordar e me vendo meu dormir, era engraçado, era para se dar a feliz risada. Não dei. Nem pude nem quis. Apanhei foi o silêncio dum sentimento, feito um decreto: - Que você em sua vida toda toda por diante, tem de ficar para mim, Riobaldo, pegado em mim, sempre!… - que era como se Diadorim estivesse dizendo.”

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campanhas de colunistas no juri_CCPR

Algumas candidaturas de colunistas do blog para o juri do CCPR

vote carlão!

vote visina!
Vote Visina2 - Vote Visina2

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PES - Human Skateboard

O pessoal do PES mais uma vez levando as técnicas de stop-motion ao limite.

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As irmãs

Corset trained siamese twins   by A - Corset trained siamese twins   by A
Criação e frustração são irmãs. Mais do que isso, irmãs siamesas. O coração
da frustração bombeia sangue para o pulmão da criação. Este, por sua vez,
ventila ar para o peito duro e soturno da frustração. O que seria de uma sem
a outra?

Você está frustrado numa masmorra de arenito. Por onde escapar? Faz um
túnel, trança uma teresa, pinta uma janela na parede, escreve um verso,
cantarola e escapa. Pode ser uma escapada momentânea, mas seu frescor fica.
A criação salvou o dia!

Do outro lado, no baile da vida, a perna lépida e alegre da criação sempre
tropeça na da frustração. Você imagina uma fuga, um passo mágico, mas perna
de pau não dobra. Fica dura. O filme não sai do papel, o projeto não rola, a
música não pega, ninguém ri da piada, a teresa arrebenta e ninguém estende a
mão pela idéia abandonada no meio do salão.

Frustração é a irmã malvada. O que fazer? Apunhalar a frustração? Seria bom,
mas com o tempo também mataria sua irmã criação. Deixar a frustração agir
livre envenenaria a criação. Conviver, então. Mas com rígidas normas de
conduta e horários. Ao acordar, a criação comanda. Abre os olhos, coloca de
leve o pé no chão, toma o café com planos, rega o jardim com sonhos em
broto, lê uma crônica ou salmo, acaricia a criança dormindo e fala: “Hoje!”.
O resto do dia é da frustração. Mas a criação tentará dar uma rasteira na
malvada.

Johny Pinguela

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BearHead

Mais um trabalho do CPBONDCF (Centro de Pesquisas Bizarras ou Não da Corporação Fantástica).

Bear Head é fruto de um esforço do “subconsciente” coletivo dos corporativos fantásticos. Uma transcrição do “método da escrita automática” (utilizado pelos escritores surrealistas) para a imagem em movimento ou não!

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Meu nome é Marcus Santini mas meus amigos me chamam de Peter!

Se falar qualquer coisa sobre esta ação viral da Loducca… estraga

veja os filmes!

acesse o site!
http://www.saveuglycountry.com/

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PCC chacina BBB

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Era dia de paredão. Os brothers, arrumadinhos como figurantes de comercial
da C&A, estavam sentados em seu sofá. Na TV de plasma, Pedro “gente fina”
Bial era a personificação do grande irmão que paira acima do pega pra capar
social.

De repente, uma explosão abre um rombo na muralha da casa. Pela fresta
entram sombras com camisetas enroladas na cara e fuzis automáticos
disparando. Uma bomba explode na piscina, granada na academia e dá-lhe
azeitona pra galerinha da casa. Uma rajada dilacera o peito malhado de um
brother. A loira é explodida. Outra, cortada na faca, corre respingando
silicone no porcelanato da cozinha. No gazebo, duas futuras playmates são
estupradas e o modelo da G Magazine é degolado. Na maior adrenalina, alguns
futuros hóspedes da Ilha de Caras correm para o quarto do confessionário em
busca de salvação. Tudo inútil. Uma bomba incendiária ilumina o
confessionário e chamas reais fazem o grupo arder. Entre gritos de socorro e
o bonde de “Tá tudo dominado, tá tudo dominado”, Pedro Bial ameniza: “É que
a coisa tá fervendo na casa mais quente do Brasil” e corta para os
comerciais do Fiat Adventure. Já imaginaram? O país livraria a cara de uma
vez de ver essa cambada que acha que bunda, braço tatuado e barriga de
tanquinho é talento. Do outro lado, ver a casa mais vigiada do Brasil virar
cinzas ao vivo talvez fosse o fundo do poço para quem gosta de ver o circo
pegar fogo.

Na manhã seguinte, com a manchete “PCC chacina BBB” em todos os jornais, a
máquina de tragédias podia “reestartar” e começar do zero. Deixar de mostrar
só cratera do metrô de São Paulo e ir atrás do vazamento de responsabilidade
da obra. Mostrar a verdadeira nascente do rio de lama que desce Minas e o de
Brasília para o Brasil.

A Globo, com a experiência do BBB, podia criar um Big Brother Brasília com
câmeras 24 horas em cima dos governantes, cobrando atitudes, falas sérias,
postura realmente honesta, corte nos salários, escola no morro, pontes sobre
o desfiladeiro social que separa os brasileiros.

Quando incêndios florestais estão descontrolados, os bombeiros usam o
recurso de lançar fogo contra fogo. Talvez se o PCC fosse contra o BBB, a
cena nacional fosse menos quente. Mas acho que não rola. Vivemos um tempo
que vale tudo para ficar fora do paredão. Na casa dos BBB, na mesa ao lado,
na rua de cima, nos gabinetes, os comandos brigam pelo domínio de morros,
promoções, cidades, votações. Matar é sobreviver. Eliminar, tramar e fazer
sombra na bunda alheia é se perdurar. Votar pelo fraco enfraquece sua
posição? Manda o preto analfabeto pro paredão. No verão 2007, ônibus ardem,
rios de lama deságuam em nada, crateras soterram batalhadores , criança sem
cabeça é arrastada pelas ruas, tudo vai meio mal. Só o Pedro Bial segue
sendo um cara legal.

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Gainsbourg - L’hôtel particulier

Serge Gainsbourg é certamente o cara mais feio e mais charmoso da história da música. Sempre ao lado de belas mulheres como Jane Birkin e Brigitte Bardot… fato que aliado a voz aveludada e soturna o ajudaram a propagar o mito de sedutor irresistível.

L’hôtel particulier é uma de suas melhores canções. Faz parte do clássico álbum “Histoire de Melody Nelson”. Sim, Serge Gainsbourg é muito mais que os históricos gemidos de Jane Birkin em “Je T’aime moi non plus “. “Histoire de Melody Nelson” tem uma particularidade, todas as canções possuem um video-clip.

Postei o Serge aqui… pois achei que o blog estava precisando de um toque cabeça… só pra manter a imagem de pseudo-cult.

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coisas que você não pode fazer quando não esta em uma piscina!

Brilhante comédia do grupo “Don’t Be that Guy”.

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Advertência!!!

O blog.corporacaofantastica.com ressalta que os artigos de johnny pinguela são de inteira responsabilidade do autor. Assim como fotos, comentários e qualquer sorte de demências que possam surgem desta cabeça enferma.

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O santo grall de fio dental.

AnaPaulaGimenez 02 - AnaPaulaGimenez 02
Encravado num monte de granito na Suíça, protegido de olhares e mãos, se
encontra o metro padrão da humanidade inteligente (americanos veneram a
polegada). O metro padrão é uma barra de um material puríssimo que tem
exatamente o comprimento de um metro até a enésima casa centesimal. A partir
desse padrão, os mais precisos equipamentos de medição são aferidos.

O padrão é a verdade absoluta. Diante do metro padrão, quase certo é errado.
A partir dele temos tudo. Frações do padrão fazem a medida do centímetro;
milímetros e multiplicação dele fazem o quilômetro. Enfim, a partir do metro
padrão se mede o mundo.

Esse método são nasceu do caos. Houve um tempo em que cada reino tinha suas
medidas e, mais tarde, já dentro do sistema decimal, cada país tinha um
metro padrão que diferia um tanto do metro do vizinho. Resultado: distâncias
não casavam, parafusos franceses não entravam em portas italianas, ou seja,
ebulição de nervos por toda a Europa. Daí nasceu o metro pai de todos e a
harmonia entre os povos inteligentes floresceu.

Matutando nessa inventiva solução da metrologia, pensei que ela deveria ser
levada para outro campo estratégico para a humanidade: a bundologia. Não
riam que o assunto é sério e causa polêmica. Alegre sim, mas polêmica. Não
existe consenso sobre uma bunda 10 e o padrão muda a cada capa de VIP,
semana fashion ou desfile da Sapucaí. Há pouco Juliana Paes foi eleita em
eleição duvidosa como a melhor bunda do país. Mas ela fez um regime brutal e
agora a sua bunda nos comerciais de cerveja é dublada. Isso mesmo. Na hora
de focar a bunda da Paes, entra outra com um padrão menos manequim e mais
botequim.

Então, eu pergunto aos colegas: o que é uma bunda re-al-men-te 1-0? Aquela
para a qual todos tiram o chapéu, se ajoelham e iluminam a alma? Me digam,
amigos? Qual o padrão absoluto de beleza nadegal? Sim, existem bundas de
monta por este nosso Brasil, mas qual é a melhor? A bunda petulante e
impossível da passarela? Ou a bunda voluptuosa e sincera da esquina? A bunda
abusada ou a retida? Tambor ou tamborim? Cadilac ou Ford Ka? Não! Não existe
consenso e não há padrão para aferir o olhômetro do que é o bom e absoluto
rabo.

Por outro lado, quando a bunda é ruim ela se impõe e ponto final. Não há
comentários dissonantes, “pera lá, não é tão triste assim”, “no corredor da
morte dá pra encarar” ou “meu cotovelo dobrado é mais jeitoso”. Já com bunda
boa rola salivação, torcicolos, exclamações mil e muita polêmica. “É quase
uma Ellen Roche.” “Viviane Araújo é melhor.” “Boa mesmo era Enoli Lara.”

Então, para trazer ordem, proponho elegermos uma bunda padrão. Aquela que
será a baliza de todas as bundas nacionais. A bunda mentora. O rabo
doutrinador. O Santo Grall de fio dental. Através dela poderemos estudar com
mais método o assunto, catalogar espécies e definitivamente coroar as
melhores bundas do Brasil. Para tanto, só precisamos definir o padrão.
Simples! Como estudioso e dono da idéia, proponho usarmos a voluptuosa,
maciça e impecável Ana Paula Gimenez. É moça culta e bem provida. Pra mim e
pra turma da padoca, é perfeita. Só não precisa levá-la para monte de
granito na Suíça. Fica lá em casa mesmo que eu garanto a aferição da máquina
e que vagabundo nenhum amasse a lata. Confere?

Johnny Pinguela. Janeiro de 2007.

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Cousas Que Eu Vi/Aprendi/Percebi/Conclui Nas Férias

HK - HK

Acima, grafiti num muro de Buenos Aires. Foto: Mi. : )

- Sim, você sobrevive sem Internet. Aliás, você vive sem Internet.
- Termas é um lugar 8 ou 80: ou é para criança, ou é para velho. Gente com 30 morre de tédio por lá.
- Camiseta sem-manga é a roupa masculina mais feia do mundo.
- Meu cocô fica mais clarinho na Argentina.
- Cerveja de 1 litro deveria ser obrigatório em todos os países.
- Comer Häagen-Dazs de cream cheese ouvindo Screamin’ Jay Hawkins é bão, bem bão, bão para caralho.
- Preciso emagrecer urgente.

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2 pés esquerdos ataca novamente

A Revolucionária companhia de dança 2 pés esquerdos lança seu segundo trabalho. A peça, encomendada pela Agência Fuego, ilumina toda a virtuose dos bailarinos do grupo.

A 2 pés esquerdos acredita que a Dança é um ato contraditório por natureza!

A 2 pés esquerdos venera o movimento. Acredita que a beleza do movimento é a expressão máxima da celebração da vida!

A 2 pés esquerdos acredita que a verdade só é possível através do movimento.

A 2 pés esquerdos busca a verdade através da dança.

Uma companhia de dança que foi fundada com o escopo de trazer paz ao universo.
Veja o primeiro trabalho da 2 pés esquerdos

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“HOMENAGEM”

papel higienico - papel higienico
Existem coisas em nossas vidas que realmente são importantes, mesmo que passem despercebidas ou nos cause embaraço, são indispensáveis em alguns momentos. Em homenagem a essas coisas simples e especiais, venho tentar responder uma das mais intrigantes dúvidas da humanidade:
“Quem inventou o papel higiênico???”

Dizem que o primeiro papel higiênico foi criado pelo Birô de Suprimentos Imperiais da China em 1371. Eram produzidas anualmente 720 mil folhas deste papel e sua medida era de 2 pés de largura por 3 de comprimento.

Já o primeiro papel higiênico empacotado foi apresentado pelo comerciante americano Joseph Gayetty, em 1857. Era um produto caro e pouco prático, era vendido em pacotes com folhas avulsas.

Em 1879, o britânico Walter Alcock teve uma idéia genial, um rolo de papel com folhas “destacáveis”. Essa idéia, originalmente, não era para ser papel higiênico e Alcock quebrou a cabeça para vender seu produto inovador. O produto só se definiu quando os irmãos Edward e Clarence Scotts, fabricantes de papéis descartáveis, sugeriram um papel mais suave e absorvente, com folhas que pudessem se destacar facilmente. Assim surge o papel higiênico.

A cidade de Green Bay, em Wisconsin, EUA, é a “Capital Mundial do Papel Higiênico”.

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HellRaiser!!!

Depois de um merecido período de férias o blog.corporacaofantastica.com esta de volta e seu editor também. Aguardem por toda a sorte de devaneios, novos colunistas e sessões!

Parafraseando o grande Rick! APAREEEEÇAMMM!

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