Arquivo de Abril de 2007

Ê, Meu Inimigo Charlie Brown…

cbj - cbj
Às vezes eu fazo cousas que até Zeus duvida. Escutar rádio, por exemplo. Sim, em tempos de MP3, eu ainda aciono o toca-fitas do meu SP2 para saber qual é, neguinho, qual é o quente da programação radiofônica e comercial de hoje. Ok, confesso que é mais pela comercial do que pela radiofônica, já que o que eu busco mesmo é o break, para ver a quantas anda a propaganda local do meu Paraná varonil. Ver não: ouvir. Que burro eu sou, sô.

Mas não tão burro quanto o existêncio de uma das piores bandas já nascidas pelo cu deste Brasilzão do Cão: Charlie Brown Jr. Escutar ISSO de novo me fez sentar a bunda gorda na cadeira numa madruga dessas qualquer só para sentar a lenha nos tais. Maldito seja o pai do tal Jr., que blasfemou Charles Schulz e/ou até Benito di Paula (acho) para batizar algo tão, tipo assim, maior nada a ver, sabe? - e que não presta nenhum serviço a nada ou lugar algum.

Detalhando: musicalmente, Charlie Brown Jr. é nada. E, literaturalmente, pior. Zero chance de eu querer Proust dentro de um estilo tão banal quanto o rock. Eu nunca vou me esquecer que o tal (meu) ritmo preferido iniciou com “Be-Bop-A-Lula-Be-Bop-Bem-Bom” ou algo assim. Nem que um dos grupos que mais aprecio faz cousas tão ou mais superficiais - mas muito mais adoráveis - como isso aqui. Mas jamais vou deixar me levar por algo tão ruim assim.

Quem defende diz que é música pesada e rápida, sem frescura que vai na veia. Concordo e disconcordo: música pesada por si só serve apenas para pogar; rápida como esta, somente para cabecear. E se a busca é por algo sem frescura que vai na veia, que a pessoa experimente doar sangue, então. A agulha da seringa é quentinha, o barato rola se o jejum estiver em dia e você ainda leva um Nescau de brinde na saída. Música? Usa um iPod com algo que preste, ué.

Resumindo, se você não tem corpinho de 12 anos e a cabeça de 6-6-6, CBJ é som não bão, com um discurso monossilábico, ininteligível e nada inspirador. Ou, em outras palavras, barulhinho bobo feito com letras grandes e figuras para colorir, com a mesma profundidade de “Ritmo de Festa”. Com a diferença que esta obra-prima do gênio Silvio Santos, pelo menos, é sorridente, ao contrário de toda a obrada carrancuda de Chorão & seus moleques.

Resumindo de novo: delete.

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30.000

30.000 - 30.000
o blog da corporação fantástica atinge a incrível marca de 30.000 acessos.
estou sem palavras, então não escreverei nada a mais do que: parabéns a todos os colaboradores que fizeram este blog se tornar uma referência internacional no universo blogsferístico. digo isso com certeza, pois tenho um amigo que mora em asunción del paraguai e vive antenado sobre o que rola neste blog que nosso jesus cristo já abençou.

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Mario Niveo no ar.

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O diretor de arte Mario Niveo é mineiro mas não é nada quieto. Niveo faz
propaganda, pinta, fotografa, desenha e agora criou um livro e lançou no ar
a nova versão do seu site. Visite www.niveo.com.br e confira de perto o
trabalho desse profissional sem limites para criar. No site, você pode
comprar os camisetas, fotos e o livro ( foto).

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300 ml - Tarantino’s Mind

As possibilidades estavam ai… quantas milhares de conversas de boteco de pseudo-cinéfilos pelo mundo a fora… criando as conexões entre os filmes do Tarantino. Todo mundo sabia e ninguém foi além da ressaca do chopp, a não ser o 300 ml… pegaram o que pra qualquer fã do Tarantino era meio óbvio e fizeram um filme brilhante.

Tarantino’s mind

com Selton Mello e Seu Jorge

direção: 300 ml

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Golimar!!!!!!!!

dica do Eli Pio!

Sensacional versão de Thirller do Michael Jackson feito por um indiano pra lá de freak. Classificação: Necessário!

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Pinguela por Paris.

Esse curta metragem foi gravado pelo diretor Claude Lelouch numa manhã de
agosto de 1976. A história é que após uma longa e dura filmagem a equipe se
reuniu para comemorar. Já na madruga alguém comentou que havia sobrado uma
lata de filme virgem. Dai surgiu umas daqueles grandes idéias de quem está
encachaçado. O carro é uma Ferrari 275 GTB de um playboy amigão e o
motorista, até agora desconhecido, fui eu, Johnny Pinguela. Apreciem!!! Eu e
Carlão já marcamos a sequência para a próxima lata que sobrar. Vamos detonar
pelo Ahú, Centro Cívico , Batel e Santa Felicidade. Apenas o carro será um
Opalão nervioso. Sabe como é… orçamento nacional.

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Gondry mais uma vez

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pleix

pleix - pleix
escrevo aqui, rapidinho - envergonhado e desaparecido, imerso sob toneladas de papel e tons de cinza - sobre este site cujo link vi na folha de são paulo, deste tal pleix , uma comunidade virtual que reúne vídeos produzidos por artistas digitais de paris - músicos, designers, especialistas em 3d. Citando a folha: “No site, importantes ícones da atual indústria de design gráfico oferecem ao público, de forma misteriosa e quase anônima, suas últimas criações”

Destaque a “beauty kit”, bastante irônico, com instrumentos cirúrgicos para cirurgias plásticas em crianças, e “birds”, com cachorros voando em câmera lenta entre luzes neon, no melhor estilo 80´s. Além das figuras acima, claro, vídeo do groove armada, com coelhos dançarinos sendo coelhos

tem coisas chatas tbm, claro…..mas tem esses cachorros voando em câmera lenta, que são impagáveis.

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Não esqueçam a Páscoa do lixeiro!!!

14 Garbage Man - 14 Garbage Man
Tive um dia ruim. Não, melhor, uma semana ruim. Na verdade, mesmo, foi todo
o mês de março miserável. Não vou pená-los com os detalhes, mas as laranjas
de minha sacola furada têm rolado ladeira abaixo. Com isso, entre sair da
mina de sal e ir para a ilha santuário, tive que dar uma passada na Padaria
Verdes Mares. Precisava beber. Leminski disse que “beber em Curitiba não é
vício, é autodefesa”. Então, lá fui para minha aula de judô com garrafa.
Entornar sozinho tem algo de decadência, mas é saneador. Você arruma a casa.
A mente desliza e quica como sabonete em piso molhado. Penso na vida, no
Leminski, no pão nosso, dívidas, trampolim de álcool e mergulho no decote
pão quente da balconista.
Falando nisso, quando tenho um dia ruim, gosto de beber na padaria e não no
bar. Acho que é porque a padaria fecha cedo. Meu pai, nos seus dias ruins,
bebia num bar que fechava bem depois do programa do Chico Anísio e eu não
achava graça alguma. Então, arrumo minha casa enquanto as balconistas fecham
a delas. Ganham pouco elas e, ao lado de um forno, tiveram um dia bem mais
quente que o meu, mas estão felizes. O exemplo delas e metade da garrafa me
alegram. É sexta e todo mundo pode ser outrem.
Apressados, os últimos fregueses entram em busca de pão frio, cigarro,
isqueiro e ovo de Páscoa. Falta uma semana para a Sexta Santa. Não posso
esquecer que o coelho vai passar em casa. Anoto no meu bloquinho mental:
“Super Kinder Ovo com brinquedo surpresa gigante”. Na TV, uma freira diz ter
sido curada por João Paulo II.
A padaria quer fechar. Peço cinco latas para a moça simples e bela sem
uniforme e vou para a rua com a cabeça mais leve e um saquinho plástico na
mão. É uma noite quente e boa. Tenho casa própria e amor meu. João Paulo
disse que a vida é uma peregrinação. Alguns vão a pé, outros de joelhos,
outros de helicóptero, alguns poucos assobiando.
Nisso, ao meu lado, o caminhão do lixo ruge como um javali. Da traseira, um
grupo apressado salta e começa a lançar sacos na boca da fera. Um deles me
olha nos olhos. Como quem reconhecendo a nobreza daqueles cinco atletas em
constante maratona, eu aceno. Ele, reconhecido como homem de valor, retribui
o gesto e, montando no javali, dispara maroto:
– Não se esqueça da Páscoa do lixeiro!!!
Peregrinos merecem milagres. Estico o saquinho com cinco ovos de alumínio
gelado e grito:
– Opa!!! Tá na mão o chocolate.

Feliz Páscoa a todos!!!

Johnny Pinguela – Abril/2007
johnnypinguela.zip.net

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meninos eu vi!!! (laranja mecânica)

Num futuro qualquer, o líder de uma gangue de delinquentes é sacaneamente preso e usado como cobaia num experimento para frear seu impulsos destrutivos e muito loucos. Dirigido por Stanley Kubrick(mestre na arte cinematográfica)) e com Malcolm McDowell como o doidão de plantão Alex, que é louco por Ludwig van Beethoven e por sangue(dos outros). A película recebeu 4 indicações ao Oscar e 3 ao globo de ouro, não ganhou porra nenhuma é óbvio. A academia nunca esteve preparada para
Stanley Kubrick, e Stanley Kubrick nunca esteve afins de ser academico… hê hê hê.
Laranja Mecânica é uma obra prima de qualquer ponto de vista que você queira ver. Explico: se você analisar a direção de arte é genial, os atores estão de foder a narrativa é absurdamente digna de inveja e o clima cool do filme não tem precedentes. Sem contar a acidez do filme que é de um humor brilhante, o que prova que o diretor do filme era realmente um psicopata em estado lapidado.
Nesta cena que os companheiros assistirão abaixo, Alex canta Singin’ in the Rain (1952). Quer saber… até que ele canta bem.

Curiosidades devertidas sobre a obra em questão:

- Stanley Kubrick certa vez declarou que, se não pudesse contar com Malcolm McDowell, provavelmente não teria feito Laranja Mecânica.

- O orçamento total do filme foi de apenas US$ 2 milhões.

- No livro, o sobrenome de Alex em momento algum é revelado. Comenta-se que DeLarge seja uma referência a um momento no livro em que Alex chama a si mesmo de “Alexander the Large”.

- Basil, a cobra, foi colocada nas filmagens após o diretor Stanley Kubrick descobrir que Malcolm McDowell tinha medo delas.

- O livro em que Frank Alexander trabalhava quando Alex e sua gangue invade sua casa chamava-se “A clockwork orange”.

- Stanley Kubrick propositalmente cometeu alguns erros de continuidade em Laranja Mecânica. Os pratos em cima da mesa trocam de posição e o nível de vinho nas garrafas muda em diversas tomadas, com a intenção de causar desorientação ao espectador.

- O filme foi retirado de cartaz no Reino Unido a mando de Stanley Kubrick. Irritado com as críticas recebidas, de que Laranja Mecânica seria muito violento, Kubrick declarou que o filme apenas seria exibido lá após sua morte.

- A linguagem utilizada por Alex foi inventada pelo autor Anthony Burgess, que misturou palavras em inglês, em russo e gírias.

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